A Justiça do Piauí decretou a prisão preventiva dos 15 agiotas investigados na Operação Macondo, deflagrada no dia 11 de novembro em seis municípios do Piauí. A investigação identificou uma espécie de franquia que emprestava dinheiro a juros abusivos.
Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 18 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de R$ 5 milhões em contas ligadas aos investigados, conforme decisão do Poder Judiciário. O esquema acontecia nas cidades de Teresina, Parnaíba, Oeiras, Barras, Picos e Água Branca.
De acordo com as investigações, o grupo era formado majoritariamente por estrangeiros da Colômbia e da Venezuela. Eles ofereciam empréstimos informais a pequenos comerciantes, ambulantes e trabalhadores autônomos, sem contrato formal, mas com juros abusivos que ultrapassavam 30% ao mês.
As vítimas eram obrigadas a realizar pagamentos diários ou semanais, sob constante pressão.
Ainda segundo a polícia, os suspeitos utilizavam métodos de cobrança violentos e intimidatórios, incluindo ameaças, perseguições e destruição de mercadorias. Há relatos de desaparecimentos e até suicídios de pessoas que não conseguiram quitar as dívidas impostas pelo grupo.
De acordo com o delegado Yan Brayner, diretor de Inteligência da Polícia Civil, as investigações se aprofundaram após o homicídio triplamente qualificado do venezuelano Anderson Miguel Dario Mendoza Marin, ocorrido em dezembro de 2023, na cidade de Oeiras, além de outros crimes relacionados.