Uma ação rápida da Polícia Militar do Piauí resultou na prisão de quatro homens suspeitos de envolvimento no assassinato de Maria dos Santos Ferreira, de 43 anos. O crime ocorreu na noite de terça-feira (20), em um bar de propriedade da vítima, no município de Pedro II, região Norte do estado. Um sobrinho de Maria, de 25 anos, também foi baleado no ataque, mas sobreviveu.
O Crime e o Socorro
De acordo com relatos colhidos pela polícia, Maria e o sobrinho haviam retornado recentemente de São Paulo. A mulher havia acabado de abrir o estabelecimento comercial onde o ataque aconteceu.
Testemunhas informaram que dois homens chegaram ao local em um carro prata e, ao entrarem, abriram fogo imediatamente contra as vítimas. O jovem de 25 anos foi atingido por três disparos, mas conseguiu buscar abrigo. Ele foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao hospital regional, onde permanece em estado estável. Infelizmente, Maria dos Santos não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Tecnologia auxilia na identificação
A resolução inicial do caso contou com o auxílio do sistema de monitoramento por câmeras da Prefeitura de Pedro II. Através das imagens, a polícia conseguiu identificar a placa e o modelo do veículo utilizado na fuga.
"Conseguimos localizar o carro, identificar o proprietário e chegar às pessoas que estavam com ele no momento do crime", explicou o tenente-coronel Valter, comandante do 12º Batalhão da PM.
Prisões e Contradições
Durante as diligências, a PM localizou uma residência onde dois homens foram encontrados com entorpecentes. Ao serem interrogados, os suspeitos apresentaram versões contraditórias, o que levantou o alerta das autoridades e permitiu a localização de outros dois envolvidos em um segundo endereço.
Entre os detidos, está um homem natural de Caxias (MA), que se encontrava na cidade sem ocupação declarada. O balanço das autuações foi dividido da seguinte forma:
Investigação em curso
O local do crime passou por perícia e o corpo da vítima foi removido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). A Polícia Civil agora assume a condução do inquérito para determinar a motivação do ataque e esclarecer se há mais pessoas envolvidas na dinâmica do crime.