Bruno Manoel Gomes Araujo, acusado de matar o policial civil do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Marcelo Soares da Costa, e tentar contra a vida de outros quatro agentes durante uma operação em Santa Luzia do Paruá (MA), será julgado no próximo dia 12 de março. A sessão foi designada pelo juiz Matheus Coelho Mesquita. O Tribunal do Júri está marcado para começar às 8h30, no Fórum da Comarca de Santa Luzia do Paruá.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Maranhão, o crime ocorreu no dia 3 de setembro de 2024, na residência do acusado. Na ocasião, uma equipe da Polícia Civil cumpria mandados de prisão e de busca e apreensão quando, segundo a acusação, o suspeito efetuou disparos de arma de fogo contra os policiais.
Marcelo Soares da Costa foi atingido, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Outros quatro policiais, entre eles o coordenador do Draco, Laércio Evangelista, também teriam sido alvo dos disparos.
Conforme o inquérito, após a equipe se identificar e entrar no imóvel, o acusado teria surgido armado com uma pistola e iniciado os tiros, provocando troca de disparos. Depois do confronto, ele se rendeu e foi conduzido à delegacia. Em depoimento, Bruno Manoel Gomes Araujo admitiu ter atirado, mas alegou que não sabia que se tratava de policiais e que acreditava estar diante de uma invasão domiciliar.
O Ministério Público denunciou o réu por homicídio qualificado em relação ao policial morto e por quatro tentativas de homicídio qualificado contra os demais agentes. A Justiça recebeu a denúncia e, após a fase de instrução, decidiu pela pronúncia do acusado, determinando que ele seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Ainda segundo a decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, a defesa pediu a absolvição sumária ou a desclassificação do crime para homicídio culposo, mas o pedido não foi acolhido nesta fase processual.
O sorteio dos jurados que atuarão na sessão está marcado para o dia 20 de fevereiro de 2026, às 15h, na Sala de Audiências da comarca. A Justiça também determinou reforço policial para garantir a segurança durante o julgamento.