Jornalismo, ponto e contraponto
Data: 08/02/2026 12:30
Caro e nobre leitor desta coluna, há dias em que o sentimento de revolta toma conta do ser. E ser brasileiro, ultimamente, tem sido complicado. Este é ano de eleição presidencial e, no pacote, vêm senadores, governadores, deputados federais e estaduais. Começou a correria para conseguir (ou manter) cadeiras no poder. O jogo começou!
E nesse jogo entram, primeiramente, peças no tabuleiro que não fazem parte diretamente da disputa — ou pelo menos não neste momento: os cabos eleitorais. E neste jogo vale tudo? Começa a corrida para mostrar quem tem mais engajamento e, nessa hora, o pobre cidadão entra em cena — digo, no jogo — e vira massa de manobra. É nesse momento que o pobre é convidado a testar sua sorte ao concorrer a um fogão, um ferro de passar, uma sanduicheira e por aí vai… Esse é o valor do eleitor nessa época! Em troca, basta fingir costume e aparecer nos vídeos e fotos das redes sociais de quem quer subir ao poder.
Mas calma! Para aqueles que já têm o ferro, a sanduicheira e o liquidificador, há outra opção: bloco de carnaval. Isso mesmo! Coloque um trio numa avenida, coloque uma banda para arrastar a multidão (que multidão?), capriche no botox para ajudar no sorriso forçado das fotos e diga que é cultura. É carnaval e há máscaras para todo mundo. Para o pobre, resta a de palhaço, que, sem valor, só é lembrado nessas épocas e depois fica recordando da saúde que precisa, da educação que é necessária, do pão na mesa e das políticas públicas eficientes que nunca chegam. É o cidadão sendo conquistado da forma mais escrota possível!
Mas é bom lembrar ainda que nessa época, não há prêmio para todos! Em dez meses, aí é que diminui mesmo. Ninguém é mais tão acessível como hoje. Não há mais sorteios, não há mais churrasco no rolete, nem trio na avenida. Mas, com toda certeza, haverá luta por benefícios: auxílio-gabinete, auxílio-paletó, auxílio-combustível… Para o cidadão? Com certeza não!
E o pobre vai tentar a sorte nessa roleta, porque precisa.
Até quando nos será oferecido pão e circo?
Até quando o cidadão terá um pensamento tão mesquinho a ponto de escolher seus representantes por meio de utensílios domésticos e uma noite de carnaval na avenida?
...E, por incrível que pareça, ainda há quem defenda.
Reflitam e até a próxima!

*Imagem gerada com IA
Começou a época em que o pobre tem valor
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