Crônica em Pauta
Data: 31/08/2026 11:58
Oi, sumido!
Estou sem tempo para quase nada, mas acredito que esta coluna precisa de uma nova atualização, principalmente porque estamos em período político.
E aí fica a pergunta: como alguém que deve dinheiro a outras pessoas ainda tem a cara de pau de continuar circulando na política, recebendo apoio de candidatos e se colocando como se nada tivesse acontecido? Para muitos, é conhecido como “caloteiro”, mas, aparentemente, isso não é suficiente para impedir novas aventuras políticas.
Eu mesmo fui vítima uma vez. E, com toda a cara de pau do mundo, ainda tentaram fazer uma segunda. Só que, como o débito da primeira vez sequer havia sido quitado e não houve um novo acordo fechado, a história parou por ali. O curioso é que cobrar aquilo que lhe devem parece ser tratado como uma ofensa. Como se o errado fosse quem trabalha, presta o serviço e depois cobra pelo que fez.
O texto de hoje é, sim, um desabafo. Mas também é uma reflexão: acredito que a política precisa ser reciclada, renovada e, principalmente, profissionalizada. O problema é que, pelo visto, ainda existe espaço para o velho “bom picareta” seja como candidato, seja como futuro candidato, seja até nos bastidores de uma campanha. E o mais preocupante é quando alguém é contratado para uma campanha sem ter o mínimo conhecimento sobre como ela funciona, como se política e comunicação fossem brincadeira de ocasião.
No fim das contas, parece que competência virou detalhe, compromisso virou luxo e pagar quem trabalha virou favor.
E depois?
Na política, quem deve também aparece fazendo promessas e exibindo a velha cara de pau
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